OUÇA A RÁDIO GURJÃO FM

..:: Total de Acessos ::..

Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador .:: COLUNISTA ::. SUETONIO FARIAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador .:: COLUNISTA ::. SUETONIO FARIAS. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

COLUNA: ALGO SOBRE... NELSON MANDELA

|0 comentários
"No meu país, primeiro vamos para a prisão e depois nos tornamos presidente".

Desta vez, realmente, o mundo perde alguém de extrema importância para a humanidade, Nelson Mandela, autor da frase que encabeça o texto.

Madiba deixou um grande legado para todos nós, porque foi, é e sempre será um símbolo de luta contra qualquer adversidade possível. Sua vida pregressa vai muito além da luta contra o apartheid, ela representa a "metaforização" da superação às algemas que insistem em privar o homem livre.

Ao contrário da egoísta ação humana, tão visível nos dias de hoje, Nelson orientou sua vida na causa da coletividade, seus anseios individuais estavam estritamente ligados ao bem de todos, um verdadeiro herói.

Mandela deixa aos "heróis" da atualidade, uma valiosa cartilha de comportamento altruísta, deixa aos "heróis" pautados unicamente na causa própria a receita para se tornar eterno. Por outras palavras, com a morte de Nelson Mandela, o mundo não perde; a raça humana ganha mais um almanaque que entrará para a estante dos best-sellers presenteados por Deus. 

É através de grandes personalidades como Mandela que ainda acreditamos, que ainda temos esperanças de que o mundo pode ser um lugar melhor.

Em se tratando de Brasil, é uma pena que, aqui, existam mais heróis do tipo Macunaíma do que da estirpe de Mandela.

Obrigado, Madiba!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

COLUNA: ALGO SOBRE... ENEM 2013

|0 comentários
COLUNISTA SUETONIO FARIAS
ENEM 2013

TEMA DO ENEM 2013: Os efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil.

Mais uma vez o ENEM enganou muitos professores (inclusive eu), todavia o tema não se apresenta de modo difícil, já que os jornais têm mostrado os resultados dessa lei. Estou certo de que os candidatos "antenados" farão uma ótima redação.

A "facilidade" da temática não se confere como algo em todo positivo, uma vez que, possivelmente, a grande maioria dos candidatos conseguirão fazer uma redação sem muitas complicações, o que aumenta a concorrência, o que não aconteceria com uma temática que exigisse mais dos candidatos.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

COLUNA: ALGO SOBRE... O ADULTO E A CRIANÇA

|0 comentários
Não sei quem disse "recordar é viver", mas sei que o saudosismo está em alta no facebook.
Inúmeras são as fotografias de pessoas enquanto infantes. Umas verdadeiras gracinhas!

Parece que a vida de adulto não é como pensávamos, pois se houvesse um gênio para realizar um pedido quando criança, seria para nos tornar "gente grande", era o desejo de todo infanto-juvenil.

Percebeu-se que a vida de "gente grande" não tem nada de grande, é apenas um momento de ilusória liberdade e de poder. Perdemos a graça.

Ao tornamo-nos adultos deixamos a inocência e passamos a conviver com a malícia, com a sapiência dúbia de bondade e maldade. Ser criança é diferente. Não precisa se preocupar com maldade, ela não existe, muito menos a intolerância tão precisa nos dias de hoje.

Ser adulto, realmente, não tem graça. O adulto precisa ser responsável pela sua felicidade e tomar cuidado para não causar a infelicidade alheia, ele tem que dormir preocupado e acordar de mesmo modo. Mais ainda, as lembranças da fase adulta são quase inexistentes, todavia as lembranças da infância são inúmeras e saudavelmente risíveis. Quer coisa mais engraçada de que chegar para o pai e para mãe, acusando o amiguinho de "arengar"?.

Ser criança é muito bom! Todo mundo acha a coisa mais fofa do mundo, todo mundo quer pegar e ofertar carícias. Já o adulto precisa investir num projeto para conseguir algum afago. A criança é boa, o adulto é mau.

A criança brinca de polícia e bandido sem nenhum dos dois sair perdendo; nessa brincadeira, os adultos fazem muitas pessoas perderem.

Talvez, a crescente postagem de fotos infantis faça-nos esquecer que somos adultos e nos torne mais criança, ou pelo menos convide algo inocente para incorporar em nós. Talvez, mais só talvez, possamos olhar um para o outro e lembrarmos que algo de criança ainda pode se manifestar nos amigos-adultos, e assim marcarmos para brincar com brinquedos sem valores mercantis, mas com valores simbólicos que dinheiro nenhum pode comprar. Lembram-se de que tudo virava brinquedo nas nossas mãos? A criatividade era a inteligente e necessária fuga da dificuldades financeiras. Pois é, éramos mais pobres, porém muito felizes. Já hoje, somos menos pobres e não necessariamente mais felizes, somos realizados materialmente, mas não substancialmente.

Mas o que aconteceu? Ora, crescemos, perdemos a graça. Viramos o que sempre quisemos, viramos "gente grande".

Ouvi comentários de alguns, afirmando serem bobagens essas postagens de fotos infantis, mas elas têm que ser isso mesmo, porque ser criança é ser bobo; a criança pode e deve errar, pois isso não significa seu declínio, no máximo, um gargalhada alheia.

Ser adulto é coisa diferente, nosso ponto de encontro é no barzinho, outrora era a própria rua do bairro. Ser criança é viver aprendendo, ser adulto é viver perdendo. Ataulfo Alves já disse: "Eu não sei pra que a gente cresce se não sai da gente essa lembrança".

Enfim, não dá pra deixar de ser adulto e nem dá pra continuar vivendo como criança, pois, quando criança, podíamos brincar de adultos, agora somos adultos e não podemos brincar de criança.

Deu-me uma vontade de ver o pica-pau!

sábado, 28 de setembro de 2013

COLUNA: ALGO SOBRE... NO LIVRO QUE FAZ O BRASIL

|0 comentários
No livro O que faz o brasil, Brasil?, o sociólogo Roberto da Matta dedica algumas páginas ao famoso jeitinho brasileiro, o qual é apresentado como uma forma de “navegação social”. O jeitinho fere a Constituição, mas torna menos injusta a diferença entre classes.

Para que serve a Constituição Federal? A Carta Magna do país foi elaborada com o intuito de solidificar a democracia e ser a matriz do povo brasileiro. Se assim é, por que ninguém respeita a Constituição?

Os jornais noticiaram a farra dos chamados super-salários de funcionários do Senado brasileiro, os quais recebem acima do teto permitido pela CF, ou seja, recebem além de R$ 28.000,00, acima do que recebe um ministro do STF.

Apesar de só agora a ordem ser para a devolução dos acréscimos, a auditoria data de 2009.
São várias as explicações para o desrespeito ao livro maior do Brasil, mas por que ele só serve para castrar o pobre? A Constituição que deveria carimbar o país com o selo da igualdade, faz justamente o contrário, pois o que se vê no espaço canarinho são injustiças entre as classes sociais, ou o princípio da democracia não é a igualdade?

O que mais irrita é o fato do desrespeito constitucional partir justamente daqueles que a estruturam, parte, ironicamente, daqueles que deveriam ser exemplo.

Sendo assim, o que sobre ao indefeso, injustiçado e honesto povo brasileiro? Ora, fazer uso precisamente da malandragem, do “imoral”, mas necessário, “jeitinho brasileiro”. Do contrário, as agruras vividas pelos que pouco ferem os artigos constitucionais seriam ainda mais doloridas.
O “respeitável” presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou categoricamente que irá ajustar imediatamente a folha de pagamento da Casa, o que causou indignação aos detentores dos estratosféricos salários, os quais passarão a receber “apenas” R$ 28.000,00.

Que engraçado! Foi preciso a ação da lei para fazer cumprir o livro das leis. A obediência à Constituição não deveria atender à Justiça, mas unicamente à coerção moral, todavia isso só acontece em países menos corruptos.

Esse país é realmente uma contradição. Recebo um salário mínimo, na realidade, minúsculo, o qual não dá para a manutenção mensal minha e de minha família, mas supre perfeitamente o salário acima de R$ 28.000,00 de funcionários federais.

A polêmica sobre os super-salários passou para o banal empurra-empurra, para a indicação do real culpado. Balela! Discussão à toa! Os verdadeiros culpados somos nós, que assistimos a toda essa bagunça nacional demonstrando indignação, mas continuamos a ofertar poder a representantes ímprobos.

Já que a Constituição Federal não serve para o que deveria servir, o jeito é partir para o politicamente incorreto “jeitinho brasileiro”, pois como afirmou Roberto da Matta, é um modo de navegação social, uma estratégia para o cidadão comum não afundar na lama que impera no país.

“Ninguém respeita a Constituição, mas ainda acreditam no futuro da nação”.
Renato Russo era mesmo um gênio!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

COLUNA: ALGO SOBRE... MINISTRO CELSO MELLO

|0 comentários
SUETONIO FARIAS
Não se fala em outra coisa a não ser a "mãozinha" dada pelo Ministro Celso Mello ao bandidos do mensalão, ou melhor, acusados do mensalão, pois já se sabe que ninguém é culpado até ser condenado.

Claro que quase todo mundo queria ver os esqueletos dos mensaleiros se desmancharem na cadeia, porém os preceitos da justiça não podem servir como pendulo inclinado.

Todos os brasileiros honestos aguardaram com extrema ansiedade o voto decisivo do Ministro supracitado, na realidade esperavam que o voto fosse contrário aos tais embargos infringentes. Só que aconteceu o contrário, 12 dos 25 mensaleiros agora têm o direito de ter suas penas revistas. Esse fato lembrou o caso bíblico no qual a voz do povo bradou a soltura de Barrabás e condenou Jesus, por isso que a justiça não pode ceder à maioria, à emoção, ela tem que servir aos seus propósitos dentro do que a legislação brasileira permite.

Essa sem-vergonhice acontece no país pela leniência desta mesma legislação, e a justiça está com sua balança quebrada há tempos, porque não se pode aceitar pacificamente que um cidadão sofra nas mãos da justiça por atos, ás vezes necessários, não consideráveis. Os bandidos mensaleiros não roubaram galinha, nem furtaram supermercados para alimentar os filhos, eles se apropriaram indevidamente do meu e do seu dinheiro, mais ainda abusaram do poder que carregam nos títulos.

A chateação é superficial a cada rosto brasileiro, mas o que se podia esperar num país que é único no mundo a ter um deputado prisioneiro?

Não se sabe o que se passa na cabeça de um Ministro, mas o que se sabe é que tudo no Brasil é movimentado por interesses açambarcados. 

Dá tristeza de saber que cada um de nós, involuntariamente, somos representados por instâncias que nos envergonham. O Congresso brasileiro há muito perdeu sua confiabilidade, pois é quase unânime a falta de confiança do povo nas instituições políticas, isso causa uma ansiedade desmedida pelas eleições que se aproximam, porque serão por elas que realmente se confirmará se o tal do gigante acordou ou apenas se enganou.

Com o direito aos embargos, talvez o novo julgamento só aconteça em 2014, o que pode tornar o crime de lavagem de dinheiro prescrito, ou seja, tudo pode acabar como sempre acaba, na tal da pizza.

Essa decisão do STF nos mostrou o que todo mundo já sabe: que a Justiça é cega. E pela destreza com que resolve os julgamentos da casta diferenciada da sociedade, é oportuno dizer que a Justiça além de cega é preguiçosa.

Nada de estranho, tudo acabou do jeito que tinha que acabar, afinal ISSO É BRASIL.
Aqui no Brasil, bem que poderia ser como os versos de Leandro Gomes de Barros: Nós temos cinco governos/O primeiro o federal/O segundo o do Estado/Terceiro o municipal/O quarto a palmatória/E o quinto o velho punhal.